quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Jay Reatard é encontrado morto


Aos 29 anos, Jay Reatard, músico norte-americano de garage punk, morreu na madrugada desta quarta (13).

A notícia foi divulgada pelo selo Goner Records. Em nota, a gravadora declarou, “é com muita tristeza que anunciamos a morte de nosso grande amigo Jay Reatard. Ele morreu dormindo, na última noite. Daremos informações sobre o funeral quando tivermos”.

Jay Reatard nasceu em Memphis, no estado do Tenessee. Ele fez parte da banda The Reatards e, em carreira solo, lançou dois álbuns: Blood Visions (2006) e Watch Me Fall (2009).

Em junho de 2009, o músico esteve no Brasil divulgando seu mais recente trabalho. O show foi realizado em São Paulo, em uma festa promovida pela revista Vice.

A gravadora Matador, que também lançou discos de Reatard, divulgou o seguinte comunicado: “Jay era tão cheio de vida quanto qualquer um que já conhecemos, e responsável por momentos memoráveis como pessoa e artista. Estamos honrados de tê-lo conhecido e trabalhado com ele. Sentiremos terrivelmente sua falta”.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa local, o corpo do músico foi encontrado por volta das 03h30min e, até o momento, a polícia não sabe a causa da morte.

por Bruno Gazolla

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Lamb Of God confirma vinda ao Brasil

Uma das mais cultuadas bandas do Metal do novo milênio, o Lamb Of God, fará uma única apresentação no Brasil, no dia 26 de setembro.

A confirmação foi divulgada pela produtora Liberation Music Company, responsável pela vinda dos norte-americanos ao país.

O show será realizado no Espaço Lux, em São Bernardo do Campo, em São Paulo. Até o momento, não há informação quanto ao valor dos ingressos.

Com seis discos e três DVDs oficiais na bagagem, o Lamb Of God já tocou ao lado de grandes grupos do cenário metálico, como Slayer, Metallica e Megadeth.

A banda, somente nos Estados Unidos, atingiu mais de 2 milhões de cópias vendidas, além de receber duas nomeações ao Grammy na categoria Best Metal Performance.

Além do Brasil, a turnê latino-americana também passará por Argentina, Chile, Equador, Colômbia, Venezuela e México.

Confira as datas e locais:

26/09 - São Paulo, Brasil
28/09 - Buenos Aires, Argentina
29/09 - Santiago, Chile
01/10 - Quito, Equador
02/10 - Bogotá, Colômbia
03/10 - Caracas, Venezuela
05/10 - Cidade do México, México

por Bruno Gazolla

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Blink-182 trabalha em documentário e novo álbum


Em fevereiro de 2009, o Blink-182 anunciou o retorno, depois de 4 anos separados. E agora a banda acaba de oficializar o lançamento de um documentário, acompanhado de um novo álbum.

Com o objetivo de registrar a temporada do grupo na estrada e no estúdio, de acordo com informações divulgadas pela MTV americana, desde maio de 2009 uma equipe audiovisual acompanha os membros do Blink. Futuramente, este material, que já atende pelo título The Blinkumentary, será lançado juntamente com o novo CD.

Segundo o trio californiano, o público encontrará composições totalmente reformuladas, “bebendo” das mais variadas influências. O vocalista e guitarrista, Tom DeLonge, afirmou que “ninguém sabe ao certo o que esperar do novo Blink. Acredito que as pessoas não contem com um álbum Rock”. E ainda enfatizou o seguinte comentário: “este será o disco mais ambicioso da nossa carreira”.

Ainda sem data para chegar ao mercado, após 7 anos sem lançar nada inédito – o último foi Blink-182 (2003) –, este será o sexto trabalho de estúdio do grupo.

por Bruno Gazolla

Álbum de inéditas de Jimi Hendrix sai em março


De acordo com um comunicado oficial emitido pela Experience Hendrix LLC, a fundação que protege a obra do lendário guitarrista Jimi Hendrix, um novo álbum será lançado em março, no mesmo ano em que a morte do músico completa 40 anos.

O disco Valleys of Nepture trará 12 canções inéditas. Entre as composições nunca antes lançadas estarão dois covers: “Sunshine Of Your Love”, da banda Cream, e “Bleeding Heart”, de Elmore James.

Todas as faixas foram gravadas pelo grupo original do guitarrista, o Jimi Hendrix Experience, entre 1967 e 1970.

Em recente entrevista concedida à EFE, uma agência espanhola de notícias, a irmã de Hendrix e presidente da fundação que controla os direitos do músico, Janie Hendrix, afirmou que “este disco oferece uma visão única da maestria de Jimi nos processos de gravação”.

Ainda de acordo com o depoimento, “demonstra que ele era tão inovador no estúdio quanto ao tocar guitarra. Sua sabedoria brilha em cada uma destas maravilhosas canções”.

Neste ano, a Experience Hendrix LLC lançará mais novidades audiovisuais que, segundo Janie Hendrix, incluirão relançamentos em CD e DVD dos álbuns Are You Experienced?, Axis: Bold As Love, Electric Ladyland e First Rays of the New Rising Sun.

por Bruno Gazolla

Vocalista do Slayer passará por cirurgia, banda cancela turnê


Devido à saúde do baixista e vocalista Tom Araya, em menos de 3 meses, o Slayer cancelou duas séries de apresentações na Europa.

Em novembro de 2009, a turnê foi cancelada por causa das fortes dores que o músico sentia nas costas. A partir de março deste ano, com o intuito de divulgar seu mais novo trabalho, World Painted Blood, a banda retornaria à estrada, mas Araya será submetido a uma cirurgia.

Segundo o empresário do grupo, Rick Sales, “Tom deu uma boa chance para diferentes tratamentos médicos, mas nenhum deles resolveu o problema. Agora, ele está encarando os fatos e vai passar por uma operação nas costas no fim de janeiro”.

Mesmo com os agentes do Slayer trabalhando rigorosamente para a remarcação das datas européias, ainda não se sabe quando o quarteto retornará aos palcos. Inclusive, a megaturnê ao lado de Metallica, Megadeth e Anthrax, que estava marcada para o mês de junho, no momento tem sua confirmação incerta.

por Bruno Gazolla

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Elvis Presley Especial


Há exatamente 75 anos chegava ao mundo uma das figuras mais importantes e emblemáticas da história da música. Elvis Aaron Presley nasceu no dia 08 de janeiro de 1935, na cidade de East Tupelo, no estado americano do Mississipi. Conhecido por conflitos raciais e por ter sido um dos estados mais afetados pela Guerra Civil Americana (1861-1865), na qual aproximadamente 3% da população de todo o país foi brutalmente assassinada, talvez, devido sua surpreendente carreira, Elvis Presley tenha conseguido amenizar a imagem negativa que, por décadas, perdurou na região.

Rumores dão conta de que Elvis possuía ascendência escocesa por parte de pai e cigana alemã por de mãe. No entanto, o fato é que Vernon Presley e Gladys Love Smith, pais do cantor, conheceram-se no início de 1933 e se casaram em 17 de junho. Em pouco mais de um ano, Gladys, grávida de gêmeos, sofreu um grande golpe da vida. Aos 22 anos de idade, ela perdeu um de seus filhos, Jessie Garon, durante o parto. Tempos depois, Elvis revelou que era “apenas uma criança muito protegida e mimada por ser filho único”.

Já em seus primeiros contatos com o mundo, Elvis enfrentou sérios problemas. Com apenas 1 ano, sua cidade foi devastada por um enorme furacão, que deixou várias famílias desabrigadas – até mesmo o preconceito racial existente entre brancos e negros foi temporariamente esquecido, tamanha a gravidade da situação proporcionada pelo desastre natural. Um ano após o acidente, Vernon, o pai de Elvis, foi preso por falsificar um cheque, permanecendo 4 anos detido.

Como se não bastasse, o pequeno Elvis e sua mãe foram despejados da casa em que moravam, e se viram obrigados a viver com os pais de Vernon durante boa parte da infância do garoto. Entretanto, nem tudo era tristeza na vida da família Presley. No mesmo ano em que a Segunda Guerra Mundial chegava ao fim, em 1945, Elvis realizou publicamente sua primeira apresentação musical.

Encorajado por sua professora, que via um talento impressionante devido à pouquíssima idade do menino, Elvis cantou a música “Old Shep” e conquistou o 2º lugar no concurso de novos talentos da Mississipi-Alabama Fair and Dairy Show, um evento regional que, periodicamente, atraía centenas de curiosos. Na ocasião, Elvis Presley ganhou seu primeiro cachê, 5 dólares.

Ainda em 45, o pai de Elvis, já em liberdade, o presenteia com um violão, que seria companhia indispensável por muitos e muitos anos. Três anos depois, em 1948, a família Presley se muda para a cidade de Memphis, no estado do Tennessee, onde Elvis começa a se aprofundar em diversos gêneros musicais. Deve-se destacar seu apreço pela música negra e a gospel, pelo country e o rhythm blues, além da erudita, principalmente a ópera cantada pelo tenor Mario Lanza. Esse ecletismo foi, sem dúvida alguma, responsável por tornar a carreira do artista extremamente diferenciada em relação a outros grandes nomes contemporâneos a ele.

É em 1950 que o famoso corte de cabelo, que sustentava um grande topete, é incorporado à imagem de Elvis. Há quem diga que ele aderiu a esse penteado para imitar um de seus ídolos, o ator Tony Curtis. Outro grande ícone de Elvis, que mais tarde se tornaria amigo íntimo e faria parte de sua banda, era o cantor gospel J.D. Sumner, dono de uma das vozes mais graves do mundo. Em 1952, Summer deixava Elvis entrar em seus shows gratuitamente, pois Presley sequer tinha dinheiro para comprar ingresso.

O ano de 1953 é marcado pela gravação experimental de algumas canções, no estúdio Memphis Recording Service, filiado à gravadora Sun Records. Neste mesmo período, Elvis concluiu os estudos e, além disso, exerceu cargos de motorista de caminhão e montador de ferramentas. Entretanto, somente no ano seguinte o mundo conheceria um dos músicos mais surpreendentes que se tem notícia e que a sociedade seria “escandalizada” pelas performances “imorais” deste sujeito. Acompanhado a este verdadeiro fenômeno, um novo estilo musical alteraria para sempre o comportamento, o visual e a atitude dos jovens pelos quatro cantos do planeta. Em 1954, o palco para o show de Elvis Presley estava montado.

Há quem diga que a gravação da música “That’s All Right, Mama”, no dia 05 de julho de 54, seja o pontapé inicial do Rock. Como também há quem afirme que esta mesma canção, gravada no estúdio Sun Records, de propriedade de Sam Phillips, seja apenas o que foi falado na época: “Elvis, com então 19 anos, resolveu gravá-la apenas para presentear Gladys, sua mãe”. O fato é que o dono da Sun adorou o trabalho e ficou eternizado como “o homem que descobriu Elvis Presley”. Neste mesmo dia, para integrar o futuro compacto, a canção “Blue Moon Of Kentucky” foi inserida como lado B.

Mas se você pensa que isso aconteceu do dia para a noite, está muito enganado. Nos meses que antecederam o “marco zero do Rock”, Elvis ensaiava canções que, constantemente, contavam com a participação do guitarrista Scotty Moore e do baixista Bill Black, dupla que o acompanhou durante mais de uma década.

Naquele mesmo julho, Sam Phillips mandou prensar 5 mil cópias do compacto de duas músicas. Elvis sofria um certo preconceito dos disc-jockeys, pois estes não aceitavam bem a mistura entre “música branca e negra”. De qualquer forma, dois meses depois, ele já estava fazendo shows em diversos locais, inclusive, com transmissão ao vivo pelo rádio.

Em outubro de 1954, um segundo compacto foi lançando. Desta vez, as músicas escolhidas foram "Good Rocking Tonight" e "I Don't Care If Then Sun Don't Shine". No final daquele ano, Elvis deixa o emprego para se dedicar exclusivamente à carreira musical.

Não demorou muito para que a consagração nacional e, posteriormente, mundial, chegassem. No final da década de 50, Elvis já havia se tornado o maior ícone da cultura pop. As roupas extravagantes, o rebolado provocante e as várias misturas incorporadas ao Rock exaltavam a figura emblemática de Presley.

Em 1957, ele adquiriu a mansão Graceland que, até hoje, é um dos locais mais visitados do mundo. Em 59, durante o serviço militar na Alemanha, conhece Priscilla, com quem foi casado durante 6 anos. Priscilla é mãe da única filha do casal, Lisa Marie Presley, nascida em 1968.

Ironicamente, enquanto Elvis era aclamado como o maior ídolo mundial de todos os tempos, na década de 60, ele passava o maior drama de sua vida, viver sem a companhia da mãe, vítima de um ataque cardíaco fulminante, em agosto de 58. O “Rei do Rock” nunca mais seria o mesmo depois da perda de Gladys.

Apesar dos problemas pessoais, a trajetória do cantor se consolidava ainda mais no decorrer dos anos 60. É neste período que um dos maiores recordes de audiência é atingido. Motivo: Elvis se apresenta no programa televisivo de Frank Sinatra. Além disso, também inicia a carreira como ator, grava especiais para a televisão e lança seu primeiro disco gospel, How Great Thou Art, que mais tarde receberia a mais alta premiação da música, o Grammy.

That’s The Way It Is, o primeiro documentário sobre a carreira de Elvis, é lançado, atingindo recordes de bilheteria. Outra marca histórica conquistada, o show Aloha From Hawaii, em 14 de janeiro de 1973, foi responsável por inaugurar transmissões via satélite. Os críticos não cansavam de elogiar a voz do “Rei” que, na década de 70, atingia tons surpreendentes. As “escolas” trazidas pela música gospel e negra aprimoravam ainda mais a qualidade e a potência de seu vocal. Entretanto, com o passar dos anos, a saúde de Presley piorava e o visível aumento de peso eram obstáculos enormes para sua trajetória musical atingir novos horizontes.

Como uma espécie de pressentimento, em janeiro de 1977, Elvis escreveu seu testamento. Aos 42 anos, bastante debilitado devido ao uso descontrolado de remédios, revoltado com algumas publicações que insinuavam que ele era “drogado”, com inúmeros problemas pessoais castigando sua mente, em 16 de agosto do mesmo ano, milhões de pessoas se viam obrigadas a dar adeus a um dos maiores artistas de todos os tempos. Infelizmente, um ataque cardíaco colocou fim em uma das mais belas histórias que o mundo já presenciou.

por Bruno Gazolla

Especial Elvis Presley - Entrevista com Fã-Clube


Em comemoração ao aniversário do "Rei do Rock", é óbvio que a data de hoje não poderia passar despercebida.

Eu tive o prazer de entrevistar o presidente de um dos fã-clubes brasileiros mais conceituados sobre Elvis Presley.

Marcelo Neves tem 38 anos, é psicólogo e idealizador do Elvis Triunfal. O site, criado em 2002 com o apoio de sua esposa, Vivian Ondir, tornou-se fã-clube posteriormente e, hoje, conta com aproximadamente 700 visitações diárias.

A seguir, confira a entrevista na íntegra:


Antipop - Há quanto tempo existe o fã-clube e quantos membros fazem parte dele? Quantas internautas acessam periodicamente o site?
Marcelo Neves -
O site foi criado em 2002, mas só em 2006 resolvi transformá-lo em fã-clube. Já tivemos, até o momento, 720 mil visitas. Em média, possuímos uma
visitação diária de 700 pessoas. Em agosto [aniversário de morte de Elvis] essa visitação sobe para mais de mil por dia. Atualmente, estamos com 519 membros cadastrados. Cada um pode imprimir sua carteira de sócio no próprio site e baixar nossos 16 fanzines, sem custo algum.

Antipop - De quem foi a idéia e como surgiu o fã-clube?
MN -
Sou fã de Elvis desde 1976 e sempre frequentei eventos de vários outros fã-clubes. Após minha formação, me dediquei ao site. Fiquei um bom tempo elaborando e, depois de muito trabalho, o inaugurei em 2002. No ano seguinte, fiz uma parceria com o fã-clube Gang'Elvis, do meu amigo Walteir Terciani. Apesar de não ter uma página na Internet, era um fã-clube bastante atuante. De 2003 a 2006, usei o Elvis Triunfal para, basicamente, divulgar as atividades do Gang'Elvis. Em 2006, o Gang'Elvis montou seu próprio site e o Elvis Triunfal foi transformado em fã-clube.

Antipop - Quantas pessoas trabalham na manutenção do site e do fã-clube, e quem são elas?
MN –
Eu faço a manutenção. Atualizo quase todos os dias. É um trabalho que faço com o maior prazer, pois é uma diversão. Minha esposa, Vivian Ondir, que também é fanática por Elvis, ajuda na divulgação do fã-clube através da comunidade “Elvis Triunfal” no Orkut. Ela é a nossa fan-relations oficial. Graças a ela, os membros ficam sempre atualizados. O Julio Cesar é quem auxilia nos eventos, monta a aparelhagem de som e, além disso, realiza seu show como “Elvis Cover”. Em dia de evento, também conto com a ajuda de amigos na logística. Ter fã-clube realmente demanda muito trabalho, mas vale a pena.

Antipop - Explique como funciona a dinâmica de trabalho no site.
MN -
O site tem mais de 2 mil páginas e são necessárias muitas horas de trabalho árduo para o conteúdo ficar atraente. Como é constantemente atualizado, os internautas sempre retornam ao nosso site. Essa é a fórmula do sucesso! Outra preocupação é criar um ambiente fácil para navegação. Pessoas de diferentes faixas etárias o visitam. Portanto, penso em criar algo que, ao mesmo tempo, chame a atenção e seja compreensível para todos.

Antipop - Como são as reuniões promovidas pelo Elvis Triunfal?
MN -
Nossas reuniões são voltadas à filantropia. Ajudamos o Lar da Mamãe Clory, uma instituição que ajuda crianças, jovens e idosos do Grande ABC, em São Paulo. Em nossos encontros, realizamos concursos de intérpretes, shows cover, exibição de filmes, exposição de souvenirs, feira com vários artigos, sorteios e algumas outras surpresinhas... Sei que ainda temos muito que crescer, mas temos inúmeros projetos em andamento.

Antipop – Falando mais especificamente sobre Elvis Presley, como surgiu o amor por este ícone?
MN -
Meus pais eram fãs e compravam discos e revistas sobre ele desde quando eu era pequeno. Nasci em 1971 e, na época em que Elvis morreu, eu já curtia as músicas. Quando assisti ao filme Elvis That's The Way It Is (Elvis é Assim) virei fã de vez.

Antipop – O que mais te impressiona nele?
MN -
Elvis era um cantor que reunia muitas qualidades: ótima voz, carisma de
palco e inovação, além de ser um grande exemplo como ser humano. Era bondoso e, apesar de toda a fama, se mostrava humilde e generoso com todos.

Antipop - Qual o maior diferencial que Elvis possuía em relação a outros grandes nomes da música, como os Beatles, por exemplo?
MN -
Ele gostava de vários estilos musicais, como gospel, country, blues, opera e rock, claro! Por esta diversidade musical, Elvis pôde explorar seu maior talento, a voz. Ele não seguia modas, pois cantava aquilo que vinha de dentro. O mesmo se pode dizer em relação aos seus trajes. Muitos achavam cafona a forma que ele se vestia, mas isso se tornou uma marca registrada e milhões de imitadores copiam seu estilo até hoje. Elvis é de uma época que para se fazer sucesso, acima de tudo, era necessário ter talento. Hoje não. Basta ter apoio financeiro de uma produtora ou gravadora, o talento vem depois, isto é, se vier.

Antipop - Até hoje, passados quase 35 anos da morte do "Rei", como você explica o enorme sucesso atingido por ele?
MN -
Existem mitos que são arquetípicos, ou seja, representam o inconsciente de todo o mundo. Quando se fala em beleza, logo vem Marilyn Monroe à memória. Quando se pensa em dança, Michael Jackson está em primeiro lugar. E quando se fala em Rock, Elvis sempre estará entre os “10 Mais". Elvis representa o “arquétipo do ídolo”, aquele que nasce pobre, conquista o mundo, fica rico e faz a cabeça de milhões de pessoas, deixando aquele gostinho de "quero mais". Sua imagem ainda impõe respeito no cenário musical, independente da tribo ou época.

Antipop - Nesta data tão especial, em que Elvis completaria 75 anos, deixe uma mensagem para os amantes do "Rei do Rock".
MN -
Elvis foi uma pessoa que acertou e errou, como qualquer um. Mas sua passagem pela Terra uniu milhões de seres humanos. Seu corpo pode ter perdido a vida no dia 16 de agosto de 1977, mas a essência da obra ficará eternizada nos corações de todos os amantes da música. Depois dele, um novo mundo foi construído para a juventude. Elvis nunca foi uma moda passageira, pois seus admiradores o veneram até o fim de suas próprias vidas. É uma pena que ele não esteja vivo para ver o quanto contribuiu com a cultura mundial. É muito bom ser fã de Elvis, mas cuidado, essa doença pega e não tem cura (risos)! Gosto muito da frase de Joe Esposito, o “braço direito” de Elvis, comentando sobre a influência dele depois de muitos anos da morte do Rei: "Elvis continua sendo o cara"!
Se você deseja saber mais sobre o fã-clube, inclusive sobre eventos que realizamos em todo o Brasil, acesse o nosso portal: www.elvistriunfal.com e seja bem vindo ao “Mundo Elvis”!

por Bruno Gazolla